Luta salarial e condições de trabalho

-Defesa do respeito à data-base, com reposição anual das perdas sobre os salários e benefícios.

-Impulsionar a retomada da luta por um plano de carreira que unifique e mobilize a categoria, valorize todos os cargos, corrija distorções e assegure meios para a evolução profissional; incluindo o resgate dos debates acumulados pelo Sintrajud no estado e nos fóruns da Fenajufe
-Retomada da luta pela redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução de salário nem de benefícios. A grande elevação da produtividade ao longo dos últimos anos tem intensificado o ritmo de trabalho e tido consequências para a saúde da categoria 

-Combater a política de gestão por metas do CNJ, que não leva em conta as cargas de trabalho, alimentam o assédio moral, punem e adoecem os servidores, sem assegurar um serviço público melhor
-Cobrar dos tribunais mesas permanentes de negociação, para tratar de condições de trabalho e demais demandas cotidianas
-Participação ativa nos comitês e demais instâncias dos tribunais que envolvam a organização do trabalho e os interesses dos servidores
– Cobrar as administrações para que os impactos do processo eletrônico (PJE) não resultem na precarização das condições de trabalho e no adoecimento de servidores; aprofundar o debate sobre o PJE
– Seguir cobrando dos tribunais a observância das normas de segurança e saúde no trabalho, incluindo a regularidade dos certificados de segurança dos prédios, ergonomia, exames periódicos e neutralização de agentes nocivos
– Defender política permanente de atualização do valor real dos benefícios e parcelas indenizatórias, e política de recomposição anual com, pelo menos, o valor da inflação do período, mas priorizando as lutas pelo aumento no valor real como política de valorização do servidor e da carreira;

-Defender o imediato pagamento das diferenças dos auxílios alimentação e creche reajustados neste ano retroativamente a janeiro, e nivelamento com o STF, que teve fixado valor superior que o restante do PJU;

-Combater em todas as frentes as situações de absorção de quintos por reajuste para que toda a categoria tenha a mesma reposição salarial
-Denunciar e combater o(s) projeto(s) de adicional por tempo de serviço (quinquênios) exclusivo para magistrados e membros do MP; “se não é para todos, é privilégio”. Contrapor com a bandeira da retomada do adicional para o conjunto do funcionalismo, suprimido durante o governo FHC
-Exigir que as administrações dos tribunais sejam transparentes na distribuição e equilíbrio da carga de trabalho aos trabalhadores e trabalhadoras para que não haja sobrecargas; 

-Seguir atuando pela reversão da alteração abrupta e unilateral dos regulamentos do teletrabalho, inclusive a nível nacional; por respeito, segurança e estabilidade das regras e regimes de trabalho; seguir atuando também em relação aos regulamentos locais; 

-Discutir e contestar a concepção imposta pelas administrações do teletrabalho como um “favor”; defender que haja apoio e garantia dos meios e instrumentos de trabalho, independentemente do local da prestação de serviços, sem ,prejuízo da urgente reversão das recentes alterações unilaterais e abruptas
-Campanha permanente por melhores condições de trabalho e vida mais digna e saudável para todos e todas

-Nem o teletrabalho nem os avanços tecnológicos e a informatização podem, em hipótese alguma, se constituir em mecanismos de aumento da exploração, precarização e uberização das relações de trabalho. Ao contrário, o aumento de produtividade e avanços tecnológicos da humanidade devem estar a serviço da ampliação de direitos e de melhores condições de trabalho e de vida para toda a classe trabalhadora
– Pela valorização do vencimento básico, com incorporação da GAJ, sem prejuízo dos percentuais das demais gratificações sobre ele calculadas;

-Exigir o pagamento de todos os passivos, com transparência e sem favorecimento a magistrados
-Defesa do direito à aposentadoria especial para os oficiais de justiça, agentes de segurança, e servidores com deficiência e expostos à insalubridade ou periculosidade, com integralidade e paridade;
– Concurso nacional e regionais de remoção, com direito à participação, com regras objetivas e transparentes
-Retomar no contexto da carreira a discussão com a categoria sobre o papel, valores, quantidade e critérios para funções comissionadas e cargos em comissão
-custeio operacional  do teletrabalho para todos os servidores do Judiciário Federal, com destinação de valor mensal e fornecimento de equipamentos