Pela revogação de todas as contrarreformas e contra os ataques neoliberais

 Pela revogação das contrarreformas. As reformas trabalhista e previdenciária aprovadas nos últimos anos foram graves ataques aos direitos da classe trabalhadora, nos setores público e privado. Apesar da derrota eleitoral de Bolsonaro, não houve um compromisso do novo governo com as suas revogações. A mera sinalização de flexibilização de pontos da reforma trabalhista no ano passado durou pouco e logo foi objeto de recuo. Aliás, desde a Constituição de 1988, as contrarreformas que retiraram direitos nunca foram revertidas pelos governos que se sucederam, ora sob o pretexto da desfavorável “correlação de forças”, ora sob a assimilação às suas diretrizes ou a simples aceitação ou concordância. Apesar da gravidade, essas reformas aprofundaram a lógica daquelas patrocinadas nos governos anteriores, sob um “consenso” construído em torno das diretrizes gerais da política econômica implementada desde os anos 1990, e passando por todos os governos, ainda que em variados graus. Não basta suspender os ataques em curso. Por isso, precisamos exigir a revogação das reformas trabalhista de Temer e previdenciária de Bolsonaro (EC 103/2019), além das anteriores, com destaque para a perversa taxação dos inativos implementada na reforma de Lula (EC 41/2003)- Pelo fim do teto de gastos (revogação da EC 95) e contra novas formas de perpetuar a lógica neoliberal com por exemplo o “Arcabouço Fiscal” defendido pelo Governo Lula
– Barrar qualquer reforma administrativa que precarize serviços públicos,  destacando o exemplo da luta vitoriosa que travamos contra a PEC32 do Governo Bolsonaro. Em defesa do regime jurídico único e das carreiras públicas como meio de prestação do serviço público